O I Seminário Sobre Alimentos e Manifestações Culturais
Tradicionais ocorreu entre os dias 21 e 23 de maio na Universidade Federal de
Sergipe. O seminário buscou refletir sobre os desafios enfrentados na produção
dos alimentos tradicionais e das manifestações culturais na contemporaneidade.
O evento foi coordenado pelo GRUPAM ( Grupos de Estudos e Pesquisas sobre
Alimentos e Manifestações Culturais Tradicionais) e teve como comissão
organizadora a Prof.ª Drª Sônia de Souza Mendonça Menezes , Prof.ª Drª Rosana
Eduardo Silva Leal , Prof. Doutorando Christian Jean-Marie e pelo Prof. Dr.
Antônio Lindvaldo de Souza.
No dia 21/05 ocorreram as inscrições, o credenciamento e a
abertura seguidos da conferência do evento ministrada pela Prof.ª Drª Ellen Fensterseifer
Woortmann. Ela falou sobre o papel da pesquisa e do ensino na valorização dos
alimentos e demais manifestações culturais tradicionais na contemporaneidade.
No dia 22/05 o prof. Dr. Antônio Lindvaldo deu inicio ao seminário,
apresentando a prof. Fabiana Thomé da Cruz que é da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul , possui graduação em engenharia de alimentos e esta fazendo
doutorado na área de qualidade dos alimentos. O coordenador da mesa
também apresentou a prof. Maria de Fátima Farias que possui experiência em
antropologia da alimentação.
Em seguida , a palavra foi passada para a Drª Luzineide que
falou sobre o entendimento dos processos de produção de alimentos na contemporaneidade
, visando uma nova ética com a natureza. Citou também a valorização socioambiental
da caatinga e da necessidade de políticas públicas para o semiárido.
Dando prosseguimento ao seminário, a Prof.ª Fabiana Thomé
da Cruz discutiu o que são os alimentos tradicionais, a questão da valorização
e proteção desses alimentos. Ela destaca que a produção tradicional é artesanal
e para que ocorra a valorização desses alimentos eles precisam ser reconhecidos
como saberes e fazeres. A terceira foi Maria de Fátima Farias de Lima que
através da utilização de vídeos e slides falou sobre o projeto comida no Ceará.
As pesquisas de campo iniciaram em 2008 e foram até 2011, tendo sido percorrido
cerca de 30mil km. Citou ainda os diversos objetivos e as inúmeras dificuldades
enfrentadas como a sensibilidade das pessoas que relembravam situações passadas
e a locomoção para lugares mais isolados.
A abertura do terceiro dia foi concebida pela Prof.ª Maria
Augusta com o tema “As políticas de valorização das manifestações culturais no
Brasil”. Ela falou que o estado tem o papel de reconhecer, preservar e proteger
a partir de leis e órgãos políticos as manifestações culturais. Enfatizou que as
políticas públicas são importantes para o reconhecimento do alimento e o seu
processo de fabricação como patrimônio cultural.
A próxima foi Claudia Vasquez, uma representante do IPHAN
que retratou a questão do patrimônio imaterial. Ela falou sobre a política
implantada no ano 2000, que visava a salvaguarda do patrimônio imaterial,
valorizando a diversidade cultural. Esse decreto determinava o registro de bens
culturais de natureza imaterial que constituem o patrimônio cultural
brasileiro.
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