quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pequena Introdução :D


Olá pessoal!

Sejam todos bem vindos ao meu blog!

Nesse espaço lidaremos com a biodiversidade encontrada pelos colonizadores que chegaram ao Brasil , através das cartas enviadas pelos missionários P. José de Anchieta , P. Luís de Grã, P. Lourenço e vários outros que retratavam esse "novo mundo" . Espero deixar bem claro o tipo de alimentação tanto dos jesuítas como dos índios, a beleza da natureza através de uma riqueza e abundância da flora nunca antes vista, o perigo dos animais e das ervas desconhecidas , a terra fértil e a sua grande diversidade de animais e vegetais.

Agora uma pergunta básica para os colegas!

.O que vocês conhecem sobre a biodiversidade encontrada no século XVI pelos colonizadores nesse "novo mundo"?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Biodiversidade no século XVI


Olá pessoas e aluno Antônio! Hoje tenho um tema muito interessante para tratar com vocês! Irei descrever o "reino vegetal" que foi encontrado pelos colonizadores que vieram para o Brasil. Qual foi a reação dessas pessoas quando encontraram uma riqueza e abundância da fauna e da flora nunca antes vista? Que vivenciaram uma natureza selvagem e ainda encontraram um clima oposto ao europeu? Do que eles se alimentavam?

Com certeza eles tiveram uma reação de surpresa e muitas vezes de admiração como demonstram as cartas que foram enviadas para Portugal.Os mantimentos da terra existiam em abundância, como a farinha que se fazia do aipim ( raiz que se parece com a mandioca), o milho que era utilizado para fazer pão, as abóboras e favas que eram melhores que as de Portugal, as frutas cítricas, bananas e os deliciosos pescados.

Um alimento muito retratado pelos jesuítas foi a mandioca. A mandioca era um alimento vital para a sobrevivência da cristandade, tornou-se o principal sustento da população, pois substituía o trigo europeu e também servia como ração para os animais que a comiam crua, mas não podiam beber a sua água. A mandioca ainda sintetizava uma dualidade vida/morte. As pessoas que a comiam crua ou assada morriam e aqueles que bebessem a sua água também. Os missionários ficavam muito preocupados com o consumo dessas raízes, eles temiam um envenenamento, pois dependiam desse alimento para o seu sustento e caso ele fosse mal preparado eles poderiam morrer. A mandioca , se colocada ao fumo depois de podre , produzia um remédio muito bom contra a febre. Além de servir como alimento e remédio , dessas raízes se extraia uma bebida(cauim) que causava um vício perigoso. Quando os indígenas a bebiam , eles ficavam muito violentos e cometiam atos insanos , como por exemplo por fogo na casa que abrigavam os estrangeiros. Os padres jesuítas apelidavam esses índios "embriagados" de Guaixará ( que significa rei dos diabos).

Destacamos a adaptação das ervas européias e das frutas cítricas( limoeiros,cidreiras,laranjeiras, limeiras) que vieram de Portugal ao solo brasileiro, tanto pelas suas variedades como pela fácil expansão.

Outro produto que se destacava era a cana-de-açúcar. Era a principal "mercadoria da terra" , servindo como "moeda" de troca para negociações. Ela era abundante , cultivada em vários territórios e ainda sustentava a economia portuguesa( seu alto valor econômico enriquecia a Coroa e gerava o desenvolvimento da colônia).Foi um produto dedicado a exportação, mas também era utilizado internamente na produção de bebidas e doces.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Os Jesuítas e a flora encontrada no século XVI


Olá mais uma vez pessoas! Hoje irei abordar o atendimento aos doentes pelos jesuítas e também o avanço da flora medicinal! Uma simples pergunta... Será que o atendimento aos doentes era responsabilidade dos jesuítas?

Bom...para iniciarmos precisamos entender que a prática da medicina tornou-se tão comum pelos jesuítas que essa atividade já estava associada à ação jesuítica. A ajuda aos doentes estava ligada a expansão da doutrina e era um preceito natural de caridade ao próximo.

A proximidade da medicina com a prática da catequese era desprovida de significado?

Percebemos que não era totalmente desprovida de significado. A doença para os jesuítas e para grande parte da população européia não era causada por uma debilidade do organismo humano , e sim por uma debilidade ético-moral. As doenças eram consideradas um castigo de Deus para com os pecadores e também poderia ser uma influência maligna do Diabo. Os doentes deveriam ser curados primeiramente no campo espiritual( já que existiam forças malignas no seu corpo que deveriam ser expulsas) e somente após serem "curados" no campo espiritual que eles seriam tratados no plano "material". "Aproveitando" o momento de debilidade física do indivíduo, os jesuítas curavam o espírito através do batismo, onde a água era o elemento purificador. Assim eles uniam o útil ao agradável , salvando o corpo e a alma.

Os portugueses consideravam a "terra dos brasis" como um local agradável e próprio para a cura dos males. A terra desse local possuía uma potencialidade muito grande e a sua vegetação curava males que em Portugal eram difíceis de serem curados pelos métodos conhecidos da época. Os colonizadores ficaram admirados com o conhecimento dos índios da natureza. Existia uma doença chamada "cancro", que em Portugal era muito difícil encontrar um tratamento efetivo para essa doença e os índios a curavam facilmente através do barro que provinha da terra. A terra apesar dos "bons ares" , não fornecia uma alimentação reforçada para os doentes.Apesar de a farinha de pau ser um alimento mais consistente , a terra era necessitada de carne e de peixe.

Merece destaque a união da sabedoria indígena com a européia a fim de que ocorresse uma melhor utilização da flora nos doentes. Eram utilizadas muitas árvores, raízes de diversas plantas e o mel silvestre com bastante eficiência.

Como demonstrado na postagem passada acerca da mandioca , existia outra dualidade vida/morte com relação a um "leite" que era retirado de uma árvore. Se ele fosse consumido em pequena quantidade, relaxava o corpo e limpava o estômago, porém se consumido sem o devido cuidado levava a morte.

Percebemos através dessa postagem que a grande beneficiada das descobertas na flora foi a medicina. Através da observação e da constatação visual das causas e efeitos, foram descobertas novas espécies da flora medicinal e também ocorreu uma ampliação das técnicas de tratamento.

domingo, 11 de julho de 2010

A fauna no século XVI

Olá mais uma vez! Depois de tratarmos de uma flora incrível e dos bens da terra e dos males da terra , entenderemos através das cartas dos colonizadores , uma fauna abundante que ao mesmo tempo causava admiração ( um deslumbramento com relação ao novo , as novas espécies, as descrições físicas dos animais , as peculiaridades de cada espécie) , causava também um temor no colonizador com os perigos que eles enfrentavam. Os jesuítas encontraram tribos que praticavam a antropofagia e abismados com o que viam , ensinaram que Deus não criou o homem para se alimentar de outros homens e sim muitos animais na terra e no mar para o nosso alimento. Nesse “novo mundo” foram descritas várias espécies de animais como : antas, tatus, macacos , veados, onças, tigres e porcos bravos que se destacavam pela sua carne que reforçava a dieta alimentar. São citadas muitas características de diversos animais e insetos e citarei alguns abaixo.

• Os macacos são descritos como utilidade para a alimentação ( sua carne era muito consumida) , pelo seu convívio social e os índios contavam muitas coisas “maravilhosas” ao seu respeito.
• A onça é destacada pela sua ferocidade e pela sua crueldade, porém apesar de ser um animal perigoso também era utilizado na alimentação.
• A cascavel possuía um “chocalho” e poucos eram aqueles que sobreviviam a sua picada.
• O tamanduá era motivo de admiração por ser um animal de grande porte que se sustentava com um alimento tão pequeno e o sabor da sua carne era parecido com o da vaca.
• As formigas e os gafanhotos eram inúmeros e causavam temor nos jesuítas.Ameaçavam as plantações , sendo uma das maiores pragas das plantas e ameaçando a sobrevivência de todos.

Percebemos através desse texto que os jesuítas destacavam nas suas cartas a luta pela sobrevivência contra o mundo animal e poucos animais eram descritos pelo seu convívio amistoso com o homem. As cartas privilegiam as espécies que , ao mesmo tempo que constituíram uma fonte alimentar, eram um perigo para o homem.